{"id":2044,"date":"2025-09-28T19:54:08","date_gmt":"2025-09-28T22:54:08","guid":{"rendered":"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/?p=2044"},"modified":"2025-11-27T18:21:54","modified_gmt":"2025-11-27T21:21:54","slug":"tendencia-homossexual-inata-ou-adquirida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/tendencia-homossexual-inata-ou-adquirida\/","title":{"rendered":"Tend\u00eancia homossexual: inata ou adquirida?"},"content":{"rendered":"\n<p>Dr. Fl\u00e1vio Krzyzanowski J\u00fanior<br><br>Este \u00e9 um tema controverso j\u00e1 h\u00e1 muito tempo. Afinal, a homossexualidade \u00e9 inata ou adquirida? V\u00e1rios estudos na \u00e1rea de gen\u00e9tica demonstraram haver uma poss\u00edvel influ\u00eancia gen\u00e9tica na quest\u00e3o da homossexualidade, sendo esta mais forte nos homens do que nas mulheres. Por outro lado, a psicologia traz contribui\u00e7\u00f5es da psican\u00e1lise sobre este tema, falando sobre a quest\u00e3o do pai ausente e abusivo, bem como traumas causados por outros membros do mesmo g\u00eanero levando ao isolamento defensivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem teria a raz\u00e3o? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste presente artigo levantamos a hip\u00f3tese de que os fatores biol\u00f3gicos envolvidos na tend\u00eancia homossexual se manifestariam na alta sensibilidade de algumas crian\u00e7as, uma vez que este tra\u00e7o predisporia os meninos ao distanciamento defensivo bem como a desenvolver feridas de g\u00eanero causadas por outros homens. Esta hip\u00f3tese pretende esclarecer os diversos estudos publicados que evidenciam que as causas da origem da homossexualidade em homens poderiam ser tanto gen\u00e9ticas como ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>A pergunta sobre ser a homossexualidade inata ou adquirida \u00e9 bastante controversa e h\u00e1 defensores com bons argumentos dos dois lados. Diversos estudos defendem que a atra\u00e7\u00e3o pelo mesmo sexo possui uma causa biol\u00f3gica principalmente de origem gen\u00e9tica e hormonal (Bailey et al., 2013; Goodman, 1997; Alanko et al., 2010 e Schwartz et al., 2010).<br>Por outro lado, defendendo que a n\u00e3o heterossexualidade \u00e9 adquirida temos trabalhos como os de Taylor (1999), Crowson e Goulding (2013) e Vandenbosch e Eggermont (2014) que levantam hip\u00f3teses como influ\u00eancia da sociedade e da m\u00eddia bem como a necessidade da socializa\u00e7\u00e3o para que a tend\u00eancia n\u00e3o heterossexual se manifeste.<br><br><strong>Homosexualidade e a rela\u00e7\u00e3o de pai e filho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-juanpphotoandvideo-1250452-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2064\" srcset=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-juanpphotoandvideo-1250452-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-juanpphotoandvideo-1250452-300x200.jpg 300w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-juanpphotoandvideo-1250452-768x512.jpg 768w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-juanpphotoandvideo-1250452-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-juanpphotoandvideo-1250452-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">De acordo com cientista, d\u00e9ficit de relacionamento entre pai e filho pode ser uma das causas da tend\u00eancia homossexual.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda nesta linha, em 1986 Elizabeth Moberly publicou um artigo no qual teorizou que a tend\u00eancia homossexual masculina poderia estar relacionada a dificuldades na rela\u00e7\u00e3o do pai com o filho, resultando em um d\u00e9ficit de rela\u00e7\u00e3o com o pai ou com a m\u00e3e em meninos e meninas, respectivamente. Este d\u00e9ficit de relacionamento resultaria em uma quebra da liga\u00e7\u00e3o entre pai e filho e este, por sua vez, passaria a n\u00e3o ter as suas necessidades emocionais naturais atendidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O menino desenvolve uma desidentifica\u00e7\u00e3o com o genitor masculino e passa a ter um sentimento de ambival\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos homens em geral. Esta ambival\u00eancia, por sua vez, resulta em um distanciamento defensivo, ou seja, o garoto se afastaria do universo masculino a fim de se proteger de ser novamente machucado. T\u00e3o logo este distanciamento ocorre inicia-se uma busca reparadora que, na adolesc\u00eancia, transforma-se em atra\u00e7\u00e3o er\u00f3tica por outros homens. Este homem procurar\u00e1, posteriormente, preencher as suas necessidades emocionais de aceita\u00e7\u00e3o e amor atrav\u00e9s de relacionamentos sexuais com outros homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos diversos modelos que tentam explicar a n\u00e3o heterossexualidade como adquirida escolhemos o de Elizabeth Moberly, pois entendemos que \u00e9 o que mais se aproxima do que se observa nas narrativas de homens n\u00e3o-heterossexuais: distanciamento dos pais bem como do universo masculino.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muito tempo Bieber et al., (1962) j\u00e1 haviam relatado problemas de relacionamentos de pais com seus filhos n\u00e3o heterossexuais. Al\u00e9m disso, cremos que o distanciamento defensivo poderia ser uma das causas do elevado \u00edndice de doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas encontradas em pessoas n\u00e3o heterossexuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bagagem heredit\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista biol\u00f3gico, foram publicados estudos de gen\u00e9tica realizados com o intuito de encontrar algum fator de heran\u00e7a relacionado \u00e0 homossexualidade. Bailey e Pillard (1991) estudando g\u00eameos monozig\u00f3ticos e dizig\u00f3ticos encontraram uma associa\u00e7\u00e3o entre a tend\u00eancia n\u00e3o heterossexual e irm\u00e3os monozig\u00f3ticos de 52% e uma associa\u00e7\u00e3o de 22% em irm\u00e3os dizig\u00f3ticos. Langstrom et al., 2010, em estudo realizado na Su\u00e9cia, encontraram um fator gen\u00e9tico de 34 % a 39% em homens e 18% a 19% em mulheres. J\u00e1 Ganna et al., em 2019, estudando 477 mil pessoas da Europa e Estados Unidos, demonstraram que de 8% a 25% dessas pessoas apresentavam uma tend\u00eancia homossexual de origem gen\u00e9tica.<br>Outros estudos pesquisaram se horm\u00f4nios neuronais n\u00e3o estariam envolvidos na manifesta\u00e7\u00e3o da atra\u00e7\u00e3o pelo mesmo sexo. Por\u00e9m, permanecem inconclusivos (Mayer e McHugh, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos de epigen\u00e9tica, que \u00e9 a ci\u00eancia que estuda a influ\u00eancia de fatores ambientais na ativa\u00e7\u00e3o e desativa\u00e7\u00e3o de genes bem como sua modula\u00e7\u00e3o pelos mesmos fatores, tamb\u00e9m encontraram resultados interessantes na mudan\u00e7a de comportamento em animais, embora nada conclusivo tenha sido encontrado em humanos (Wang et al., 2019). Jannini et al., 2010, declararam que uma diferen\u00e7a importante entre estes dois grupos \u00e9 que a grande maioria dos pesquisadores que defendem os fatores biol\u00f3gicos da homossexualidade reconhecem tamb\u00e9m a import\u00e2ncia dos fatores ambientais. Por outro lado, aqueles que se posicionam dizendo que esta caracter\u00edstica \u00e9 desenvolvida ap\u00f3s o nascimento costumam negar qualquer influ\u00eancia biol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste presente artigo criamos uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o conciliadora atrav\u00e9s da qual teorizamos que os fatores biol\u00f3gicos que envolvem a atra\u00e7\u00e3o pelo mesmo sexo se manifestariam n\u00e3o como uma mudan\u00e7a f\u00edsica ou bioqu\u00edmica detect\u00e1vel, mas, sim, como um tra\u00e7o da personalidade que aumenta a predisposi\u00e7\u00e3o de um menino a desenvolver a n\u00e3o heterossexualidade:<strong> uma maior sensibilidade ou hipersensibilidade<\/strong>. Guerim et al., (2015) relataram em seus estudos que este tra\u00e7o do temperamento humano \u00e9 mais pronunciado em homens n\u00e3o heterossexuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Retornando \u00e0 hip\u00f3tese de Moberly (1986), que criou o termo distanciamento defensivo, acreditamos que n\u00e3o somente a aus\u00eancia de amor paterno pode causar este distanciamento do universo masculino, mas tamb\u00e9m feridas causadas por outros homens, como por exemplo abuso sexual e bullying, as quais denominamos feridas de g\u00eanero, podem causar traumas em uma crian\u00e7a hipersens\u00edvel. Estas feridas s\u00e3o mais acentuadas quando s\u00e3o direcionadas \u00e0 sexualidade da crian\u00e7a. Logo, feridas causadas por homens (feridas de g\u00eanero) relacionadas \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o sexual da crian\u00e7a (como um abuso sexual) seriam aquelas que possuem a capacidade de provocar, al\u00e9m de traumas profundos, o distanciamento defensivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tend\u00eancias ps\u00edquicas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-cottonbro-3693914-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2057\" srcset=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-cottonbro-3693914-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-cottonbro-3693914-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-cottonbro-3693914-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-cottonbro-3693914-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pexels-cottonbro-3693914-1-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">De acordo com estudos, homossexuais t\u00eam uma maior tend\u00eancia ao desenvolvimento de doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas como ansiedade generalizada, depress\u00e3o e idea\u00e7\u00e3o suicida.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Diversos estudos relatam que homossexuais, tanto masculinos quanto femininos, possuem uma maior tend\u00eancia ao desenvolvimento de doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas como ansiedade generalizada, depress\u00e3o e idea\u00e7\u00e3o suicida (Chakraborty et al., 2011; Fredriksen-Goldsen et al., 2012., Mayer, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores destes trabalhos argumentam que os principais fatores que estariam relacionados com a maior incid\u00eancia destas doen\u00e7as nesta popula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica poderiam ser a inconformidade com a orienta\u00e7\u00e3o sexual al\u00e9m do preconceito sofrido pela sociedade. N\u00e3o negamos estes fatores. Por\u00e9m, as mesmas doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas ocorrem em adolescentes e adultos que crescem em pa\u00edses desenvolvidos e liberais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade De Graaf et al., 2006; Hatzenbuehler, 2011; Bj\u00f6rkenstam et al., 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentamos a hip\u00f3tese de que tanto as feridas de g\u00eanero que a crian\u00e7a hipersens\u00edvel sofre, como o distanciamento defensivo que a isola do universo masculino somam-se, ou podem at\u00e9 sobrepujar os fatores anteriormente citados no que tange ao desenvolvimento das doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas. Desta forma adotamos a hip\u00f3tese de Elizabeth Moberly (distanciamento defensivo) com os acr\u00e9scimos colocados por n\u00f3s (ferida de g\u00eanero) em nosso modelo por entendermos que estes fen\u00f4menos explicam bem o que observamos nos trabalhos que abordam esta tem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A hipersensibilidade poderia se traduzir no que Kagan, em 2018, denominou como crian\u00e7as com temperamento mais reativo. Kagan prop\u00f5e que as crian\u00e7as, em resposta a diferentes est\u00edmulos sensoriais, poderiam ser divididas em dois tipos de temperamentos: as de temperamento mais reativo e as de temperamento menos reativo. Estas caracter\u00edsticas estariam relacionadas aos n\u00facleos da am\u00eddala, os quais fazem parte do sistema l\u00edmbico.<br>As crian\u00e7as mais reativas possuem como caracter\u00edsticas principais uma maior resposta a eventos inesperados, como choro e movimentos dos membros, ser menos soci\u00e1veis com companheiros desconhecidos, al\u00e9m de apresentar maiores sintomas de ansiedade social e depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um outro fator biol\u00f3gico que poderia influenciar o modo como meninos reagem a uma situa\u00e7\u00e3o de bullying e abuso seria a agressividade. Aluja et al., em 2015, demonstraram que o gene do receptor andr\u00f3gino humano (AR) pode apresentar diferentes extens\u00f5es polim\u00f3rficas do c\u00f3don CAG, sendo que quando este c\u00f3don se apresenta em sua menor vers\u00e3o o receptor AR \u00e9 mais sens\u00edvel \u00e0 testosterona livre.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes autores encontraram uma rela\u00e7\u00e3o positiva entre c\u00f3dons CAG mais curtos e um maior \u00edndice de comportamento agressivo em homens. Outros estudos encontraram resultados semelhantes, al\u00e9m de evidenciarem que estes homens tamb\u00e9m s\u00e3o mais extrovertidos e apresentam uma personalidade mais desinibida (Jonsson et al., 2001; Turakulov et al., 2004).<br>Meninos mais agressivos e com uma personalidade mais desinibida poderiam enfrentar situa\u00e7\u00f5es de abuso e estresse de uma forma menos traum\u00e1tica, uma vez que reagem com mais veem\u00eancia contra o agressor, n\u00e3o permitindo serem feridos de maneira cont\u00ednua. Portanto, a g\u00eanese da homossexualidade seria ocasionada pela intera\u00e7\u00e3o de dois fatores principais: fatores biol\u00f3gicos, que contribuiriam para um temperamento mais ou menos reativo herdado pelo menino (Kagan, 2018) bem como uma personalidade mais ou menos agressiva (Aluja et al., 2015), e a ferida de g\u00eanero, que se caracteriza por ser um trauma causado principalmente por figuras masculinas significativas, como pai e amigos. Esta ferida levaria o menino ao isolamento defensivo.<br>A figura 01 apresenta um esquema explicando como se daria esta intera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"828\" height=\"626\" src=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_2395.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2061\" srcset=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_2395.jpeg 828w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_2395-300x227.jpeg 300w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_2395-768x581.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 828px) 100vw, 828px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> Apresenta\u00e7\u00e3o da poss\u00edvel intera\u00e7\u00e3o entre os fatores biol\u00f3gicos e emocionais na g\u00eanese da tend\u00eancia homossexual.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A escolha da sensibilidade como candidata a um poss\u00edvel fator biol\u00f3gico que contribuiria para o desenvolvimento da homossexualidade ocorreu por tr\u00eas motivos principais:<br>A-Este tra\u00e7o do temperamento humano \u00e9 mais pronunciado em homens n\u00e3o heterossexuais (Guerim et a., 2015);<br>B- Poderia explicar, atuando conjuntamente com a ferida de g\u00eanero e o distanciamento defensivo, a g\u00eanese do desajuste emocional que encontramos devido aos traumas sofridos pela crian\u00e7a; C- Pode sofrer influ\u00eancia direta de fatores biol\u00f3gicos como neurotransmissores (Antonio et al., 2017)<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, a tend\u00eancia homossexual seria o resultado da intera\u00e7\u00e3o entre duas vari\u00e1veis: a hipersensibilidade inata do menino e influenciada por fatores biol\u00f3gicos, bem como as feridas de g\u00eanero \u00e0s quais este foi submetido. Cada uma destas vari\u00e1veis pode possuir diferentes intensidades bem como intera\u00e7\u00f5es diversas em cada indiv\u00edduo. Estas diferentes din\u00e2micas explicariam as muitas varia\u00e7\u00f5es que existem na sexualidade das pessoas n\u00e3o heterossexuais at\u00e9 chegar, nos casos de alta sensibilidade e profundas feridas de g\u00eanero, nos casos de pessoas que negam seu pr\u00f3prio corpo e se submetem a tratamento hormonal e cirurgias para mudan\u00e7a de sexo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fatores biol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rias quest\u00f5es precisam ser esclarecidas para que o modelo apresentado seja consistente. Uma delas seria como os diferentes fatores biol\u00f3gicos conhecidos (gen\u00e9tica, neuro horm\u00f4nios, epigen\u00e9tica etc.) poderiam influenciar na sensibilidade das crian\u00e7as.<br>Kagan (2018) comenta, em seus estudos de temperamento, que as crian\u00e7as mais reativas apresentam uma maior atividade na regi\u00e3o das am\u00eddalas no sistema l\u00edmbico. Levantamos a hip\u00f3tese de que esta poderia ser a liga\u00e7\u00e3o entre os fatores biol\u00f3gicos e os diferentes n\u00edveis de sensibilidade que as crian\u00e7as apresentam.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que necessita de futuros esclarecimentos \u00e9 o que explicaria o caso de pessoas n\u00e3o heterossexuais que n\u00e3o apresentam influ\u00eancia gen\u00e9tica. Apresentamos a hip\u00f3tese de que poderiam ter uma menor sensibilidade, por\u00e9m teriam sido expostas a uma ferida de g\u00eanero mais profunda, como um abuso sexual, bastante comum na hist\u00f3ria de pessoas com atra\u00e7\u00e3o pelo mesmo sexo (Mayer et al., 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Conclu\u00edmos declarando que as duas vis\u00f5es mais correntes e mais comuns que explicam o fen\u00f4meno da homossexualidade em humanos, a biol\u00f3gica e a ambiental, devem come\u00e7ar a buscar pontos de converg\u00eancia entre si a fim de compreender algo t\u00e3o complexo como a sexualidade humana. Acreditamos e almejamos que nosso trabalho possa contribuir nesta dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 22%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><em>Dr. Fl\u00e1vio Krzyzanowski J\u00fanior<\/em> <em>\u00e9 graduado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade de S\u00e3o Paulo, possui mestrado em Microbiologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo  e Doutorado em Ci\u00eancias pela Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo<\/em>.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"488\" height=\"789\" src=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_2393.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2050 size-full\" srcset=\"https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_2393.jpeg 488w, https:\/\/iasdcentral.org.br\/ministeriosexualidade\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_2393-186x300.jpeg 186w\" sizes=\"(max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br>Alanko, K., Santilla, P., Harlaar, N., Witting, K., Varjonen, M., Jern, P., \u2026 Sandnabba, N. 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